sobre o livro

"azul de um minuto: poemas entre mãe e filho" é um livro artesanal escrito durante a gestação e puerpério da autora. Os poemas são permeados por uma atmosfera íntima e onírica, como se mãe e bebê estivessem juntos num sonho. “talvez os primeiros meses da maternidade sejam isso: o único parêntese da vida em que se sonha junto. e quer estado melhor pra escrever do que a sensação de viver num contínuo estado de sonho?”, indaga a autora no prefácio do livro.

 

Muito se fala sobre as relações entre inconsciente e escrita. Mas em que medida o início da maternidade, em seu estado meio inconsciente próprio ao parto e ao puerpério - provocado pelas transformações no próprio corpo, privação de sono, lutos, medos e inseguranças - pode ser propício ao ato da escrita?

 

Longe de buscar respostas a esta pergunta, os poemas de azul de um minuto entram antes nessa onda, nadando no ritmo inconsciente tão caro à poesia. Se, no início, mãe e filho são “uma massa só, inconsciente envelopando a pele”, aos poucos vemos outras questões atravessarem o estado de simbiose: sexualidade, saudade do próprio corpo, angústia das primeiras separações.  

Seguindo a atmosfera intimista dos poemas, o livro foi produzido pela autora e sua família, num processo caseiro, lento e artesanal. As capas são em serigrafia, os exemplares são numerados à mão e costurados um a um, as embalagens em papel são carimbadas. Na primeira tiragem, lançada em julho de 2019, a impressão das capas em serigrafia foi feita em casa. Foram somente 50 exemplares; o intuito era levá-los à FLIP e sentir a repercussão. Esgotaram em poucas semanas e, assim, a segunda tiragem, dessa vez de 300 exemplares, foi lançada em setembro, para o lançamento oficial do livro. Dessa vez, a serigrafia da capa foi feita em gráfica e os exemplares esgotaram em três meses. Estamos atualmente na terceira tiragem, também de 300 exemplares. 

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